Ju Brito

Há pouco li um poema que dizia “de tudo, quem sabe, fica aquilo que passa”.  Realidade e ficção perderam a nitidez de seus contornos na memória. Não há mais casa, relicários ou álbum de família. Tudo foi tomado pelo fogo. No dia 12 de abril de 2014 Valparaíso tornou-se zona de catástrofe; 8 dias se passaram até que conseguissem controlar o incêndio que tomou conta de vários Cerros da região, entre eles o de La Cruz, La Cañas e Mariposas. O trabalho de reconstrução do que foi afetado continua até hoje.  Dizem por ali, que flores amarelas com propriedade antiinflamatória, começaram a nascer em grande quantidade por onde o fogo passou. O Trabalho de Juliana Brito retrata a ficção do passado apagado pelo fogo e a realidade do presente enfeitado pelas flores misturadas as ruínas.

Ilana Bar

Por trás de um existe muitos outros. o reflexo de um, sou eu. entre fendas e reflexos, em meio a natureza a artista fotografa parte de sua história, faz retratos, quase auto-retratos. este é o recorte de uma extensa pesquisa de Ilana Bar. Ilana se mistura com os personagens fotografados, ao mesmo que está atrás da lente, se faz presente se mimetisando com as imagens. o resultado são imagens etérias, apreendidas com muita poesia.

André Liza [Gemeos]

Este ensaio, intitulado Gêmeos, é um trabalho que está sendo desenvolvido há 6 anos pelo artista André Liza.

Todos vivemos encontros e desencontros com nós mesmos. este ensaio materializa esta condição. A todos lugares carregamos nossos eus.

O artista traz para a realidade, através da fotografia, personalidades diversas de seu duplo. A obra monta auto-retratos do fotógrafo em composições que sugerem a existência de um gêmeo. Usa a fotografia para iludir a realidade e convida seu outro eu a lhe fazer companhia. Estes iguais se entendem, se complementam e se amam. o dois reforça a identidade do um. Aqui o fragmentar do homem o torna mais forte. esse ensaio reforça nossa solidão, ao buscar na imaterialidade a concretização do desejo. E reforça a fragilidade da imagem quando a serviço da verdade.

“Vagarosamente entristeceu de uma tristeza insuficiente e por isso duplamente triste. Continuou a andar por vários dias e seus passos soavam como o cair de folhas mortas no chão. Ela mesma estava interiormente forrada de cinzento e nada enxergava em si senão um reflexo, como gotas esbranquiçadas a escorrerem, um reflexo de seu ritmo antigo, agora lento e grosso. Então soube que estava esgotada e pela primeira vez sofreu porque realmente dividira-se em duas, a que sabia ligeiramente que era e a que era mesmo, profundamente. Apenas até então as duas trabalhavam em conjunto e se confundiam. Agora a que sabia que era trabalhava sozinha, o que significava que aquela mulher estava sendo infeliz e inteligente.” Livro: Perto do Coração Selvagem/Clarice Lispector

Felipe Beanninger

QUIMERA::

Creia, Toda quimera se espuma Como a brancura da espuma Que se desmancha na areia. Nelson Gonlçalves.

Todos temos álbuns de fotografia, eles guardam momentos vivos que foram transformados em papel para envelhecer a memória em segurança. Neste ensaio que apresentamos no Café Suplicy dos Jardins, Felipe Baenninger transforma a imagem dentro do álbum. O Café tem o prazer de apresentar o ensaio ‘Quimera’. Aqui, a realidade viva é retirada do momento e depositada no álbum para receber a acão do tempo. Este trabalho foi construído como objeto, e nesta exposição é apresentado em forma de fotografias. A materialidade da obra passeia pela fronteira da fotografia. Os objetos, os cheiros, as cores e os lugares são transportes seguros para voltar ao passado. Em ‘Quimera’, os relatos da memória incorporam os sentidos e provocam nossa forma em lidar com permanência dos acontecimentos. Felipe Baenninger incorporou a fotografia em sua vida para traduzir impressões e pensamentos. É fotógrafo e trabalha em um atelier de impressão fotográfica.

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MULTIPLICIDADES::

Sobre a biblioteca universal de Jorge Luis Borges, (e de como ela é o nosso própio mundo) prefiro pensar, prefiro sonhar que as superfícies polidas representam e prometem o infinito…

Três fotografias apresentam parte pequena do ensaio Multiplicidades. O fotografo manipula as dimensões do mundo e do ser humano como peças de um quebra cabeça, discorre na imagem pensamentos a cerca da humanidade.

Cláudio Belli

A CERCA // Suplicy Itaim // R. Renato Paes de Barros 198
O fotógrafo convidado desta exposição é Cláudio Belli. Perto de avenida movimentada de uma das maiores cidades do mundo, o menino parece estar perdido na solidão de seu pequeno mundo, observando a partida de futebol de várzea, ao lado da comunidade onde vive. Ele está debruçado na cerca que separa o campo de terra do amontoado de fios de instalações de eletricidade improvisadas.
Por seus olhos tentamos enxergar o mundo em uma perspectiva diferente, a da criança, dos seus sonhos. Ele sobe na cerca para ver um pouco mais longe.
Ele para um instante e observa o invasor com sua câmera em punho, sai um pouco de sua meditação. Mas logo esquece da presença e do som dos cliques, atentando novamente para a bola rolando, para os gritos, para o sol forte que dá vida s sombras.
A visão do fotógrafo gira em torno daquele momento, que apesar de sua simplicidade torna-se candidato a ser eterno. Mas para o menino da favela, o menino na cerca, o que importa é a vontade de brincar com o presente, com os momentos que se entrelaçam, com a vida que é mágica.

CARREGADORES // Suplicy Café Jardins // Alameda Lorena 1430
As exposições do Café Suplicy raramente trazem como tema o grão, mas este ensaio que apresentamos ‘toca’, de uma forma particular, o universo do café.
O fotógrafo convidado desta exposição é Cláudio Belli, ele desenvolveu entre 2007 e 2012 uma pesquisa visual na Zona Cerealista, região metropolitana de São Paulo, retratando o cotidiano dos Carregadores, também conhecidos como ‘saqueiros’.
As fotos da exposição são resultado da projeção de algumas destas imagens da pesquisa em sacas de cereais no Armazém D. Tradição da Zona Cerealista. As texturas dos corpos e das imagens se misturam as texturas das sacas.
Com o olhar voltado para esse ofício, dos que ‘carregam o Brasil’ sobre seus ombros, este ensaio vem homenagear estes trabalhadores e mostra, simbolicamente, como os produtos estão impregnados em suas peles.
A luz rebatida nos corpos e direcionada para a câmera fotográfica é devolvida para as pilhas de sacos pelo projetor. Enquanto as projeções eram fotografadas, os carregadores trabalhavam e observavam, curiosos, o final do ciclo do projeto.

Evandro Teixeira _ Visão Mundial

O Café Suplicy apoia a ações da Visão Mundial e com a colaboração de Evandro Teixeira, fotógrafo do Jornal do Brasil, apresenta a exposição Futebol no Café Suplicy dos Jardins e Onde no Café Suplicy do Itaim.
A Visão Mundial é uma organização não governamental humanitária, que dedica seus esforços e recursos para contribuir com o bem-estar de crianças, adolescentes e jovens que vivem nas comunidades mais pobres do Brasil. A Visão Mundial Brasil faz parte da parceria World Vision International, que está presente em mais de 100 países, esforçando-se para erradicar a pobreza e promover a justiça.
Através do futebol, um símbolo que, no Brasil, se faz igual a alegria, é que passeamos por algumas comunidades que a Visão Mundial está presente. O foco do trabalho fotográfico de Evandro e do trabalho social da Visão Mundial é a juventude, é o movimento. Esta exposição usa o espírito do jogo de futebol para ilustrar o trabalho bem sucedido desta organização. A Visão Mundial vem atuando no Brasil desde 1975, contribuindo com o empoderamento de mais de 885 comunidades no Brasil. A Visão Mundial implementa programas focados no desenvolvimento socioeconômico de comunidades desfavorecidas em 13 estados brasileiros, através da criação e fortalecimento de redes comunitárias e projetos nas áreas de educação, saúde, cultura de paz, empreendedorismo, gênero, capacitação profissional, agroecologia, combate ao trabalho infantil e exploração, entre outras.
Esta é a primeira exposição de uma série que virá. A partir deste ano, o Café Suplicy, a Visão Mundial e Helena Ruschel, responsável pelas exposições do Café, lançam uma Convocatória, aberta para fotógrafos de todas as idades e todo o país. A Convocatória vai selecionar, a cada ano, um fotógrafo para documentar um novo trabalho dentro de uma das comunidades favorecidas pela Visão Mundial. O trabalho será exposto nos Cafés nos meses de dezembro e janeiro. O fotógrafo recebe um prêmio, passagem de ida e volta, estadia e alimentação por uma semana.

Fernanda Brianti

HAVAÍ // Suplicy Itaim // R. Renato Paes de Barros 198
O oásis entre os Estados Unidos e Japão é o Havaí. Este ensaio procura, livre, mostrar o Havaí, sua sensação e seu clima, sem mostrar o Havaí. Através de símbolos, o tríptico que o café apresenta se propõe a trabalhar a riqueza da linguagem da imagem que comunica sem palavras: a textura natural impressa em um tapete que traz a natureza de fora, para dentro das casas e hotéis; a vegetação verde iluminada pelo azul do mar; e a ilustração velha que dança a sensualidade das mulheres do Havaí. Fernanda Branti nos mostra seu Havaí.
Esta exposição apresenta 3 fotografias 35x35cm em molduras de 70x75cm.

CUBA // Suplicy Café Jardins // Alameda Lorena 1430
O Café Suplicy apresenta um outono de retratos, imagens de alguns dos rostos que ocupam a República de Cuba.
Esta Cuba, única, de tempo parado, é reflexo de sua história, isolada do mundo de fora, inimiga dos EUA e seus aliados, e, isolada do seu mundo de dentro, calando toda a voz interna de oposição e castrando a diversidade do país.
Neste ensaio, Fernanda Branti percorre esse tempo parado de Cuba retratando com sua polaroid SX70 personagens que encontrou em sua expedição pelo país.
“Fui para Cuba para fazer um curso de documentários de 45 dias na escola de cinema de Santo Antonio de Los Baños . Quando acabei o curso fui desbravar a ilha, e nessas andanças entre litoral e interior retratei esses personagens que vivem essa realidade bruta.”
A exposição apresenta 7 retratos 35x35cm em molduras de 70x75cm.

Davilym Dourado

O Café Suplicy não tira a fantasia, apresenta a exposição ‘Carnaval’ de Davilyn Dourado nas unidades Jardins e Itaim.
O Carnaval, este momento, em que tudo parece permitido, onde se dilui a moral e nos faz desmanchar em alegria, quando os corpos se traduzem em música e em cores.
Este ensaio, apresenta dez fotografias preto e branco que se utilizam de uma distorção controlada, quase que embreagada pela euforia do Carnaval. Nos conduzem a pista, ao desfile, as paradas e as ruas tomadas pela expressão da vida. O brilho das lantejoulas, a textura das peles e a força nos olhares, parte do espírito do Carnaval, são captadas por um olhar sem pudor. As fotografias nos faz confundir a atmosfera de festa e a de um sonho intenso de movimento.

Erico Toscano

HOTEL é uma série que surgiu da busca do fotógrafo por um passado na cidade de São Paulo. O ensaio foi realizado em uma região onde se concentravam prédios carregados de história. O HOTEL foi fotografado em 2005 e hoje já não existe mais, sobreviveu por cerca de 70 anos no coração da cidade, na av. São João, entre o Largo do Paysandu e o Vale do Anhangabaú e viu, como um observador calado, a época áurea e a decadência da região central. Solitário e remanescente em meio a multidão de prédios e pessoas, viveu seus últimos anos habitado, quase que somente, por seus funcionários.
As imagens tocam o silêncio de seus últimos anos, corpo vazio do barulho e da intensidade vivida em outros tempos.

André Liza

Deolinda // Jardins
André não assina a autoria das fotografias apresentadas, se apropria das imagens, das lembranças e dos documentos de outro tempo e, com interferências, trabalha o conceito da memória e o apagamento que ela carrega com o tempo.

Azul // Itaim
O trabalho que o Café Suplicy apresenta na unidade Itaim – AZUL – foi desenvolvido em 2010 na divisa de São Paulo e Minas Gerais. Uma fazenda escondida, construída por uma mulher, um terreno onde poucos passaram. AZUL é uma série que brinca com a noite, sua luz e nossa percepção. Monta um tríptico de símbolos tingidos pela azul.

Talita Virginia

Pai, policia // Jardins
Talita Virginia é fotógrafa e encontrou em casa seu corpo de trabalho. ‘Pai, polícia’ é uma série que foi produzida em quatro anos, de 2006 a 2010, mostra parte do cotidiano de um homem que trabalha na polícia e mora com sua família no Parque Pirajussara. O Café Suplicy apresenta um recorte do trabalho, sete fotografias de uma série, que completa, tem quarenta imagens.

Triptico // Itaim
Já neste ensaio discute o corpo em três momentos. O tríptico usa de símbolos para tratar do desejo, da insegurança e da dúvida.

Marcelo Ribas

Tempo’ // Jardins
Um mesmo, único espaço, exposto para registro em diferentes instantes. As imagens trabalham como marcadores da rotina do tempo, tempo, tempo. Um relógio de imagem do que muda e do que permanece. Aqui a fotografia, forma estática, para poder falar do transitório, se deixou fluída e cheia de luz, transformou o palco do tempo em branco e seus personagens em trânsito, em ponteiros.

‘Construção’ // Itaim
Quando um detalhe se replica ou multiplica, constrói o novo, forma um outro todo, brincando com o espaço. Aqui o artista brinca com a parte, e monta uma composição como um quebra cabeça de uma peca só… o olhar atento pode capturar o fragmento que se desdobrou compondo o todo. A imagem gerada, representação do desconhecido pode provocar e estimular novas leituras.

Didu Losso

O recorte da exposição pretende, através da fotografia, aproximar o olhar do expectador do tratamento dado a tinta, as cores e aos materiais utilizados pelo artista.
Aqui a fotografia é tradutora do canvas, passeia pelos movimentos e momentos do trabalho. O zoom procura a imensidão dos detalhes e, ao mesmo tempo que permite a aproximação, cria novas telas, filhas da original.
Fotografos convidados: Luciano Bonomo e Márcio Suzuki

Julio Ricco

As imagens foram realizadas com o desafio de apreender o espaço utilizando outros sentidos que não a visão. De olhos fechados, os caminhos percorridos pelo fotógrafo foram definidos pelo outro, uma guia. O trabalho foi fruto da experiência sensível dirigida pela estesia do momento. Experimentar as sensações daquele que perde a visão é refletir sobre a magia de ver e não ver. O resultado transformou o ato em sonho, reflexão, fantasia e devaneio.
Esta pesquisa foi desenvolvida com apoio da FAPESP por meio do processo 2008/02111-6, no pátio da Escola de Comunicações e Artes da USP.

Hans Georg

‘São Luís Pinhole’ // Jardins
Em um ensaio em que a suposição é parte da técnica, Hans Georg resgata duas ancestralidades: a artesanal, ao utilizar uma câmera pinhole, e a conceitual, histórica, de um Brasil francês de quando Daniel de La Touche ergueu o forte de São Luís em homenagem a seu rei e fundou a capital maranhense, nos idos de 1600.
‘Fractais’ // Itaim
Em uma arte geométrica, Hans replica a foto para transformá-la em outra, uma dimensão algorítmica traduzida em imagem, formas complexas no detalhe, que nos remetem definição de Benoît Mandelbrot: “nuvens não são esferas, montanhas não são cones, continentes não são círculos, um latido não é continuo nem o raio viaja em linha reta”.

Kenji

As luzes’ // Jardins
Como em um canvas sombrio em que a luz mancha a tela, as fotografias desta série são cortadas por intensos pontos de luz. O foco, se comporta como um personagem ativo dentro da cena, impulsionando o movimento sugerido. A luz se espalha e revela, silenciosa, o instante preso no recorte do fotógrafo.
‘Sua casa’ // Itaim
Este trabalho de retratos é sobre uma comunidade budista no sul de Londres. O trabalho procura mostrar a diversidade, racial e cultural, de um grupo de pessoas que se uniram em torno de uma mesma filosofia de vida.

Pedro Farina

Na exposição “Entre água” encontrou o universo, refletido nas poças que enfeitam o asfalto molhado do Rio. As sete imagens olham para a beleza invertida, e quase abstrata. A água e sua estética fluida e transformadora é elemento fundamental no trabalho de Pedro. No Café Suplicy do Itaim, apresenta três imagens que fundem a luz com a água e criam um caleidoscópio com o movimento em suspensão.

Eduardo Gira?o

Neste ensaio, Girão nos apresenta a arquitetura, a tradução que o homem fez da natureza. Em um movimento espiral e circular, nosso olhar percorre as imagens. Acompanhamos o percurso da luz e sua transição entre o preto e o branco.

Dani Sandrine

Essa exposição fala dos sentimentos íntimos e díspares, comuns a todos nós. De pessoas que estão tão perto, mas tão longe, dos personagens que olham para dentro de si mesmos, na medida em que olham pra fora e da fotógrafa, que faz o mesmo trajeto.
As fotos de Dani Sandrini nos transportam, através dos outros, para nós mesmos.

Eduardo Zappia

Heróis da Floresta foi produzido em 2008, durante a passagem do fotógrafo Eduardo Zappia pela Chapada Diamantina. O ensaio leva este nome, porque registra a luta da comunidade, que vive nos arredores, para salvar a Chapada dos incêndios que acontecem na região nos meses de seca. Neste ensaio, o fotógrafo além de participar da ação, registra de dentro da luta, os brigadistas e voluntários contendo o fogo.

Nati Canto

O Café Suplicy tem o prazer de apresentar a exposição ‘Imagens Multiestáveis’ que nasce do olhar sensível da fotografa Nati Canto onde, através de suas fotos, percebemos o mundo em nós, projetado e absorvido pelos nossos corpos.

Rafael Pieroni

Neste ensaio, Rafael Pieroni, pesquisa as vitrines, vai além de seu significado original e fotografando os reflexos projetados nos vidros espelha uma nova realidade. A construção do material aconteceu enquanto o fotógrafo traduzia sua maneira de ver as vitrines: um palco de encenação cotidiana do consumo. Aqui, os personagens dentro das vitrines e fora trocam de lugar e levantam questões atuais relativas a nossa identidade e ao mundo do consumo. Qual a imagem que projeto? Minha identidade tem um preço? Quando compramos a roupa da vitrine, nos tornamos nós as vitrines? Afinal, vivemos em um grande palco de aparências na cidade do espetáculo?

Fran Parente

Fran Parente trouxe da arquitetura [sua formação] o olhar sensível da linha, da forma e da construção. Reconhecemos este olhar neste ensaio onde o mundo é simétrico, espelhado e equilibrado. http://mnmo.com.br. Já no outro Café Suplicy, apresentamos um triptico em que a geometria trabalha para esconder um ser encolhido em suas formas.
http://mnmo.com.br :: [clique aqui]

Felipe Gombossy

Felipe Gombossy, em outubro de 2005, acompanhou estudantes de História da USP e documentou Canudos.
A atual Canudos é a terceira da região. A primeira foi destruída completamente na Guerra, a segunda foi coberta pelas águas do açude que irriga a região [estratégia do governo para evitar que lá fosse criado um santuário de insurgentes] e finalmente a terceira, formada pelas pessoas que deixaram a região e montaram um vilarejo chamado Cocorobó, atual Canudos.

Willson Spinardi

Aqui percebemos o intímo, pessoal e algumas vezes indiscreto olhar sobre a atenção de um espectador da apresentação de Tosca de Puccini, em um majestoso teatro de Veneza. Subimos la escalinata del teatro La Fenice e nos contagiamos com a atmosfera da ópera e dos músicos afinando seus instrumentos. Saimos do teatro e então nos damos conta de outro espetáculo: a vida nas ruas da cidade onde dois carabinieris caminham sem saber que seus passos foram capturados.

Luiz Moreira

Neste ensaio, Luis divide com o espectador este fascinio pelas flores. Suas fotografias captam as vibrações da beleza e harmonia entre cor e forma em um momento de perfeita sincronia entre o fotógrafo e a natureza. Bem vindo a primavera do Café Suplicy.

Filipe Berndt

Utilizando fotografia e video como suporte de criação, sua produção traduz uma reflexão particular sobre, o mundo e a vida contemporânea. Atualmente trabalha com as questões da autenticidade da natureza, sua artificialização e do impacto humano sobre a paisagem.

Evento teste

Na exposição “Entre água” encontrou o universo, refletido nas poças que enfeitam o asfalto molhado do Rio. As sete imagens olham para a beleza invertida, e quase abstrata. A água e sua estética fluida e transformadora é elemento fundamental no trabalho de Pedro. No Café Suplicy do Itaim, apresenta três imagens que fundem a luz com a água e criam um caleidoscópio com o movimento em suspensão.